quarta-feira, 18 de março de 2026

O PODER DO PENSAMENTO

 

Mentes Interconectadas e a Lei de Atração

Suely Caldas Schubert

 

 

O PODER DO PENSAMENTO


 Sendo energia, a mente pode ser concentrada do mesmo modo como um raio laser pode concentrar energia luminosa.

                                                                                   Jack Kornfield

 

    O PENSAMENTO É FORÇA CRIADORA.


   Tudo o que o ser humano construiu e realizou, desde o princípio de sua jornada terrena, existiu primeiro no pensamento. Esse potencial criador impulsionou e impulsiona o progresso. Nasce da necessidade de transformar o pensamento em algo concreto que influencie e melhore a qualidade de vida e traga bem-estar.

   Não há muito tempo pesquisadores desse campo fabuloso que é a mente, passaram a se dedicar ao estudo do pensamento, e quanto mais se aprofundam mais reconhecem a complexidade do tema.

   Somos seres pensantes.

    A antiga frase: "Homem, és pó e ao pó retornarás confronta-se com a viso bela e edificante da questão 76de O Livro dos Espíritos, que ensina: Os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.

     A lógica desse ensinamento alarga os horizontes da nossa mente. Não mais paredes, nem fronteiras estreitas e delimitadas. Ruíram as ideias bolorentas e ultrapassadas. Ninguém mais aceita sem questionar as noções de uma vida limitada, estreita, sem um propósito maior e mais elevado. Aceitar essa acanhada visão de mundo é fechar a mente ao entendimento da justiça divina e ao amor de Deus em relação aos Seus filhos.

  Pensar é um dos maiores atributos do ser humano. Contudo, foram necessários milênios para que despertássemos e nos tornássemos conscientes da importância vital do pensamento em nossas vidas.

    Isto abre um panorama ilimitado às cogitações humanas.

   Sendo produto da mente, o ato de pensar não é toda via, uma secreção do cérebro, originado dos implemento cerebrais, mas sim uma "emanação do Espírito" - conforme expressa a mentora Joanna de Angelis, lançando luz sobre a visão reducionista que tudo atribui à matéria - ensejando assim sofisticados processos mentais, como a razão, o discernimento, o raciocínio lógico, a capacidade de apreensão, a memória e todo esse avançadíssimo potencial que nos é próprio, que culmina na consciência.

   Todo esse cabedal pertence, pois, ao espírito imortal. Cessada a vida física a alma permanece com todas as potencialidades que lhe são inerentes. O cérebro material se desfaz, na lei natural que a morte enseja. Em pouco tempo nada mais resta da veste corporal, porém, pairando acima dessa prossegue o espírito a sua trajetória evolutiva através das eras.

    Esta sim é uma ideia riquíssima, que preenche de esperança e, mais que isto, de certeza, a alma humana.

   Há uma Ciência do Infinito aguardando nosso interesse e entendimento e nos convidando a pensar de forma majestosa, profundamente bela. Você que me lê, pense nisto. Dê uma chance à sua mente de se projetar ao infinito.

   A esse respeito observemos o que elucida Lama Ana Garika Govinda, muito sabiamente:


A mente humana não pode se deter em nenhum ponto de seu caminho na direção do conhecimento. Imobilidade significa morte, rigidez e decadência. Essa é a lei de toda vida e de toda a consciência. É a lei do espírito, da qual a vida e a consciência fluem. Assim como no pensamento matemático cada dimensão necessariamente exige uma outra dimensão, Superior à primeira, até chegarmos à conclusão inevitável de que deve haver uma série infinita de dimensões assim também cada nova expansão de nosso horizonte espiritual sugere novas e insuspeitadas dimensões de consciência. A verdade é que cada experiência aponta para além de si mesma e não pode, portanto, ser definida ou limitada como algo que existe em si mesmo, mas apenas em relação a outras experiências...

 

   O pensamento chega, assim, aos confins do Universo. Os confins do pensamento... Não é como um painel imenso que se abre para descortinarmos a Ciência do Infinito?

    Embora essa alegação desperte em nós uma sensação algo poética, ela sintetiza o que de mais moderno há nos avanços da física. A lei de vibração e a ideia de que todo o cosmo está conectado remontam às tradições mais antigas, tais quais: o hermetismo egípcio, o hinduísmo e a filosofia chinesa. Também as tradições ocidentais, incluindo a cristã. foram prolíficas em modelos teóricos e conceituais que atestassem a interligação absoluta de tudo, dividindo-se os seres somente pelo seu grau vibratório, com sua proporcional capacidade de ação.

    Na teologia cristã, por exemplo, surgiram conclusões de que, tudo sendo obra de Deus, cada criatura seria uma partícula divina, espelhando todo o Universo. E mais recentemente, com a descoberta de que a matéria não existe, constituindo meramente padrão de frequência energética, justificaram-se ainda mais as teorias de que tudo está em tudo.

   É oportuno ressaltar aqui, que antes da literatura terrena alardear a "grande descoberta" da associação entre a física quântica e a Espiritualidade, o espírito André Luiz já havia exposto em seu livro, Mecanismos da Mediunidade toda essa correlação. Inclusive, enfocando nessa obra (psicografada em 1959 e lançada em 1960) os mais recentes avanços da física quântica, a partir das pesquisas de Einstein, de Planck e Bohr, evidenciando a importância dessas pesquisas que ultrapassavam o panorama das questões ligadas à matéria e adentravam aos domínios da esfera espiritual.

  É incontestável que André Luiz, atento "repórter do mundo espiritual", se apresta a ressaltar a nova visão propiciada pela física quântica correlacionando-a espiritual vivo e pulsante, até então, tido pela ciência e no maioria dos cientistas como mera fantasia.

  Essa é a nova consciência que, aos poucos, emerge e enseja vida nova e estuante, favorecendo estados mentais e cada vez melhores e saudáveis.

  Somos o que pensamos. Nossos pensamentos expressam nossa consciência e tudo o que cultivamos como preferências, tendências, aptidões e, em decorrência, a leitura que fazemos da vida, o sentido que damos, conforme nosso livre-arbítrio.

  O poder do pensamento é de tal ordem que sua velocidade supera a da luz. Recordemos que a velocidade da luz é de trezentos mil quilômetros por segundo! E o pensamento é mais veloz que a luz!   Por isso é que se diz: Quando você pensa em alguém já está lá, você se transporta em pensamento e quanto mais firme e constante ele for pode chegar a ser captado pela outra pessoa. Isso nada tem de incrível, é apenas um processo natural. que faz parte das leis que regem o Universo.

   Acrescenta Joanna de Angelis, ampliando o nosso entendimento:


A semelhança da luz que se propaga, Ora como onda, Ora como corpúsculo, o pensamento, com a sua velocidade e constituição equivalente, irradia-se da usina mental, e, por identificação vibratória, alcança os castelos celulares, que se preservam ou se desestruturam, de acordo com a potência da energia que conduz.

   Swami Sivananda nos traz a sabedoria oriental a esse respeito:


Cada mudança de pensamento é acompanhada pela vibração da matéria mental, necessária para o pensamento funcionar como força. Todo pensamento possui peso, forma, tamanho, estrutura, qualidade e poder. O poder do pensamento é maior do que a eletricidade. A todo pensamento corresponde uma imagem mental.

      A nossa capacidade mental é fantástica, expressando o espírito a comandar, por meio do cérebro, todas as ações que o corpo físico realiza.

    O pensamento é energia, cujo potencial é ainda pouco conhecido e utilizado. No momento em que a mente elabora pensamento esse é neutro, o que o tipifica são as emoções. O teor dos nossos pensamentos expressa nossos desejos.

  O poder criador e aglutinante do pensamento é extraordinário e importa compreender, conforme explica mentor espiritual, André Luiz, que emitido por nós volta inevitavelmente a nós mesmos. compelindo-nos a viver, de maneira espontânea, em sua onda de formas criadoras, que naturalmente se nos fixam no espírito quando alimentadas pelo combustível de nosso desejo ou de nossa atenção.

sexta-feira, 13 de março de 2026

 DOENÇA DE ALZHEIMER

 

   "Demência" é um termo usado para descrever diferentes distúrbios cerebrais que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a emoção.

  A Doença de Alzheimer é um desses distúrbios, sendo definida como uma desordem neurodegenerativa que provoca a diminuição das funções cognitivas, uma vez que as células cerebrais degeneram e morrem, causando declínio progressivo na função mental.

  Os principais sintomas dessa doença são:

  • Ø dificuldade de memória (especialmente de acontecimentos recentes);
  • Ø perda progressiva da autonomia;
  • Ø discurso vago durante as conversações;
  • Ø demora em atividades rotineiras;
  • Ø esquecimento de pessoas e lugares conhecidos;
  • Ø deterioração de competências sociais e
  • Ø imprevisibilidade emocional.

 

     

VISÃO ESPÍRITA

 

  O Espiritismo nunca se furtará de oferecer à medicina e à psicologia a sua mais valiosa contribuição, que é a de considerar além das causas biológicas, psicológicas e sociais – as causas espirituais na origem das enfermidades humanas. O Espiritismo ensina que saúde é o estado de completo bem-estar biopsicossocial e espiritual e, mais recentemente, que saúde integral tem uma relação intrínseca com a moral (enfermidade moral), ou seja, com as causas atinentes å disciplina dos sentimentos.

Décio landoli Jr., brilhantemente, tece as seguintes considerações:

 [...] o Espírito contém um genótipo espiritual impresso em seu perispírito e determinado pelo seu grau de desenvolvimento, dificuldades e conquistas no campo moral. Isso certamente estaria influenciando o seu corpo físico segundo a lei de causa e efeito. [...] É o perispírito que está agindo como um molde magnético que orienta e organiza o "material genético celular” por meio do seu "material genético espiritual". [...] o código genético é mutável até certo ponto, assim como que cada indivíduo tem o poder de alterá-lo dentro das suas possibilidades naturais, modificando o seu perispírito (genótipo espiritual), segundo sua evolução moral (merecimento ou capacitação). Esse código contém um cardápio de possibilidades que podem ser "escolhidas" pela consciência que sobre ele age por meio do processo de expressividade gênica.

 

A Doença de Alzheimer não poderia ser diferente, pois pode perfeitamente ter origem nos conflitos do Espírito, tanto pregressos quanto atuais. Assim, como para quase todas as demais doenças, é preciso levar o perispírito em consideração, uma vez que a cura do corpo está subordinada à cura desse envoltório espiritual.

 Em Missionários da luz, André Luiz explica que, "Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe pode intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais". Todos trazemos impresso no perispírito os registros das doenças em geral, e estas poderão se manifestar tardiamente no decorrer da vida, como é o caso da “DA”, segundo a lei de ação e reação, que tem no tempo o principal fator desencadeante.

 O adoecimento se dá pelas nossas escolhas de vida: começaria por um desajuste de nossas energias emocionais, devido a isso, órgãos e tecidos seriam impactados desde o início. Na sequência, essa enfermidade consciencial, após atingir o corpo por semanas, meses, anos, permite, finalmente, fazer o diagnóstico da doença. Podemos dizer que, antecedendo as doenças, estão as disfunções e enfermidades nos tecidos conscienciais (emocionais, mentais e espirituais). A disfunção têm origem na consciência enferma que por meio de vivencias desarmoniosas e sentimentos não edificantes, como falta de compaixão, gratidão, perdão, falta de propósito de vida, estresse e depressão, podem ser o gatilho para o início do adoecimento do cérebro no corpo físico. A consciência, apesar de dar causa,  não é afetada uma vez que está localizada no corpo mental do Espírito imortal e transfere ao perispírito tudo aquilo que precisa ser sanado no corpo físico.

Depois dessa breve introdução ao tema das causas espirituais da “DA”, devemos considerar estas como situações que podem perfeitamente iniciar uma cascata de eventos patológicos no corpo físico, como as vivências desarmoniosas da alma, os pensamentos destrutivos, os sentimentos doentios ou desequilibrados, a rigidez de caráter, de atitudes e de decisões, a ausência de preparo para o envelhecimento, o não enfrentamento das feridas da alma, as obsessões, as auto obsessões, entre outras.

 A qualidade de nossos pensamentos e as tendências e suscetibilidades de vidas passadas são determinantes na gênese da Doença de Alzheimer.

 

ALZHEIMER E A MEDICINA

 

  Como a “DA” é uma patologia neurodegenerativa frequentemente associada à idade ou ao envelhecimento humano, é lógico deduzir que ela é uma doença muito rara em pessoas na meia-idade (com exceção dos portadores de Síndrome de Down). Ela vai progressivamente aumentando, de forma significativa, sua frequência à medida que se ultrapassa a 8ª década de vida. Vamos utilizar um exemplo prático para explicar essa doença:

  O cérebro humano sadio seria é como dois quadros negros, um ao lado do outro, em uma parede de uma sala de aula. Em um deles, observa-se uma quantidade de frases e imagens com informações do passado, como família nuclear, escola, relações conjugais, filhos, locais onde morou, enfim, muitas lembranças antigas. No outro quadro se encontram as informações atuais, mais recentes, ou mesmo fatos que aconteceram há minutos ou há poucas horas.

  A DA no cérebro de uma pessoa funcionaria como um apagador que, em uma velocidade variável, vai apagando as palavras, frases e imagens do quadro das lembranças e informações do presente, restando apenas as do quadro do passado.

  Ao longo dos anos de evolução da doença, a pessoa idosa mantém por mais tempo conservadas as memórias mais antigas, guardadas em seu banco de dados. Essa é a razão pela qual os portadores de DA perguntam tantas vezes as mesmas coisas e relembram ou acreditam estarem vivendo em épocas passadas.

 

Algumas das possíveis causas:

  • Ø sedentarismo (ou inatividade física),
  • Ø tabagismo,
  • Ø consumo excessivo de álcool,
  • Ø poluição do ar,
  • Ø traumatismos que causem danos cerebrais,
  • Ø isolamento ou pouco convívio social,
  • Ø baixo nível educacional,
  • Ø obesidade,
  • Ø hipertensão arterial não tratada,
  • Ø diabetes,
  • Ø depressão e
  • Ø declínio auditivo.

 

Formas de prevenção:

  •  as pessoas devem se manter em movimento, procurando formas para que isso se mantenha naturalmente ao longo da vida;
  •  devem encontrar seu propósito de vida e persegui-lo com paixão;
  •  devem desacelerar, trabalhar menos, descansar mais e tirar férias;
  •  devem interromper uma refeição quando estiverem 80% satisfeitas;
  •  devem consumir mais vegetais e ingerir menos carne e produtos processados;
  • devem criar laços afetivos e fortes relações sociais saudáveis;
  • devem alimentar a alma e desenvolver atividades espirituais;  
  • devem amar sua tribo e tornar sua família uma grande prioridade.

 

    Então, amigos, comecemos logo a:

  • ·        ler regularmente, fugindo das leituras "mecânicas";
  • ·        praticar com regularidade jogos mentais;
  • ·        utilizar os recursos da Internet e das redes sociais com moderação;
  • ·        utilizar menos os serviços de GPS e aplicativos em geral que raciocinam por você;
  • ·        considerar a possibilidade de fazer um curso de seu interesse, como, por exemplo, aprender uma língua estrangeira nova.

  Estudos têm mostrado que ser bilíngue exerce um efeito positivo sobre a capacidade cognitiva que que dura até a velhice.

  Acredita-se que pessoas fluentes em dois ou mais idiomas, mesmo que tenham aprendido a segunda língua na idade adulta, podem apresentar menor declínio cognitivo com o passar dos anos.

·        manter seu intelecto ativo pelo maior tempo possível;

·        procurar por grupos de estimulação cognitiva.

  Esses são espaços de interação social, educativo e terapêutico capazes de estimular a criatividade e a saúde cerebral.

·        tocar música, pois essa atividade está associada a uma melhor cognição na vida adulta.

  Tocar um instrumento musical está associado a uma melhor memória de trabalho e função executiva, e cantar em grupo está associado uma melhor função executiva.

  A musicoterapia, é uma forma de terapia não farmacológica que utiliza intervenções musicais clínicas realizadas por um musicoterapeuta qualificado, com a finalidade de estudar a interação som/ser humano. Por intermédio dessa relação terapêutica, busca atender às necessidades físicas, cognitivas emocionais e sociais do paciente, promovendo-lhe melhor qualidade de vida. A musicoterapia pode contribuir não apenas para minimizar os sintomas psicológicos e comportamentais da demência, mas também para estimular a memória para fatos e eventos e as diferentes formas de expressão (verbal e não verbal). A memória musical é a última que se apaga, até em estágios avançados de demência. Por isso, a musicoterapia é uma abordagem não medicamentosa que melhora a qualidade de vida e pode retardar o declínio cognitivo. A música é capaz de acionar várias áreas cerebrais relacionadas às memórias afetivas de pessoas idosas com demência. Qualquer música antiga que reacenda uma dessas memórias, certamente, funcionará como um cântico reconfortante.

 

OBS: Esta compilação é resultado de algumas pesquisas e estudos, em diversos tratados, sobre o assunto.

quinta-feira, 12 de março de 2026

EVOLUÇÃO ESPIRITUAL

 EVOLUÇÃO ESPIRITUAL

 

             No Espiritismo,  O Livro dos Espíritos » Livro Terceiro - As Leis Morais » Cap. 8 - Lei do Progresso » II – Marcha do Progresso (Perguntas 779 a 785) . o despertar da consciência e o desenvolvimento do intelecto estão intrinsecamente ligados à evolução do espírito, funcionando como o "despertar da justiça superior". Esse processo representa a transição do automatismo instintivo para o exercício da responsabilidade moral e o entendimento das leis divinas. 

Segundo Emmanuel, a evolução espiritual se dá através de duas "asas": o desenvolvimento intelectual e o moral (amor/sabedoria). O intelecto sem moral é perigoso, e a moral sem intelecto é fraca; ambos devem crescer juntos para o ser humano atingir a perfeição.

            A inteligência não é apenas para progresso material. Ela é uma ferramenta dada por Deus para auxiliar no progresso da humanidade e na superação dos "espíritos retardatários" ao redor, sendo, portanto, um instrumento de serviço, não de vaidade. O despertar espiritual não é um evento de consolo, mas de "lucidez". É o momento em que a alma para de fugir de si mesma e assume a responsabilidade pela própria vida interior, reconhecendo seus erros e a necessidade de reparação.

           A justiça superior (ou divina) baseia-se na lei de causa e efeito. A lei de causa e efeito é tratada detalhadamente no capítulo V de O Evangelho segundo o Espiritismo ("Bem-aventurados os aflitos") e na terceira parte de O Céu e o Inferno ("O Código Penal da Vida Futura"). Uma avaliação não só de atos, mas de intenções, palavras e pensamentos. Ela difere da justiça terrena (mutável e limitada) por ser baseada na compreensão, no amor e na caridade, visando a educação e a evolução. E encontra-se inscrita na própria consciência, que funciona como um arquivo do espírito imortal. A dor do "despertar" é muitas vezes a culpa ou remorso que surge quando a inteligência desperta para a realidade de uma vida vivida de forma egoísta.

      A bagagem de conhecimentos de vidas anteriores, responsável pelo nosso desenvolvimento intelectual, pode ser esquecida no cérebro físico, mas permanece na mente espiritual, permitindo que a educação e o despertar da consciência continuem de onde pararam, sendo este processo, através das reencarnações, o agente que auxilia o homem a tornar-se um ser consciente e responsável, usando o intelecto para compreender e viver as leis de amor e justiça superior, eliminando o egoísmo, consolidando assim o desenvolvimento moral.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Não turbe vosso coração com as mazelas do mundo!



Não turbe vosso coração com as mazelas do mundo!






João-14:27- “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vô-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.


        O Cristo disse que estaria indo preparar a morada para nos receber e deixou-nos a paz, não a paz do mundo, mas sim a paz Dele e ainda recomendou para que não perturbássemos nossos corações. Se nos foi dada a paz, porque não conseguimos vivenciar esta paz? Porque estamos em constantes conflitos? Porque não podemos viver em harmonia com nossos semelhantes?  
 

       O homem inserido no mundo vive em constante busca da felicidade. No entanto, nessa busca desenfreada a que se lança, envolve-se diariamente em diversos conflitos com seus semelhantes, pois que atrela a felicidade as conquistas materiais o que ocasiona a concorrência, haja vista que todos estão voltados à satisfação pessoal e quando se deparam com o enfrentamento não medem esforços para serem os vencedores. Porém, essa conquista da pretensa felicidade é efêmera porque logo haverá outro objeto de satisfação a ser alcançado e é exatamente essa rotina que ocasiona as dificuldades na convivência em sociedade gerando a inveja, a arrogância, o egoísmo, mergulhando o homem em severas dificuldades que em sua imensa maioria foram criadas por ele mesmo na grande preocupação de TER cada vez mais, quando ao invés estivesse voltado ao SER aliviaria muito sofrimento seu e dos que o circundam.


         Não estamos aqui condenando as conquistas que trazem conforto e facilidade ao homem, pois essa é a lei e aqui nos encontramos para fazer evoluir a humanidade, mas é necessário que façamos uma reflexão a respeito do assunto e entendamos que se faz urgente uma mudança de comportamento em relação ao uso dos recursos naturais que aqui se encontram a nossa disposição, levando em conta, que o dia de hoje, foi construído ontem e o de amanhã estamos construindo agora. É preciso compreender que não estamos deixando o planeta para os nossos sucessores, mas sim para nós mesmos. Entretidos que nos encontramos na corrida em busca da felicidade, não percebemos que estamos angariando cada vez mais dificuldades, que poderão ser resolvidas aqui ainda neste tempo ou não, nos comprometendo para o futuro. Assim perdemos oportunidades de ouro para solucionar conflitos, muitas vezes milenares, com as pessoas que nos cercam o que traria a nós uma felicidade verdadeira e duradoura já que estaríamos resolvendo problemas que afligem o espírito eterno que habita em nós.


         Não se deixar perturbar pelas mazelas do mundo, não reside em afastar-se da realidade, mas está diretamente relacionado com a forma como encaramos a vida, levando em conta que não estamos aqui para competir com ninguém que não seja nós mesmos, na busca de sermos a cada dia melhor do que no dia anterior, solucionando as mazelas que carregamos em nosso coração estaremos auxiliando na solução das mazelas do mundo, pois o ambiente em que vivemos é consequência de nossos atos.

         Cumpramos o que é esperado de cada um de nós vivenciando fraternalmente a paz que o Cristo nos deixou.

domingo, 29 de maio de 2016

Piedade! um degrau na escada evolutiva.



ESE- Cap. XIII. Que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita

Instrução dos Espíritos
A Piedade

17 – A piedade é a virtude que mais vos aproxima dos anjos. É a irmã de caridade que vos conduz para Deus. Ah! Deixai vosso coração enternecer-se, diante das misérias e dos sofrimentos de vossos semelhantes. Vossas lágrimas são um bálsamo que derramais nas suas feridas. E quando, tocados por uma doce simpatia, conseguis restituir-lhes a esperança e a resignação, que ventura experimentais! É verdade que essa ventura tem um certo amargor, porque surge ao lado da desgraça; mas se não apresenta o forte sabor dos gozos mundanos, também não traz as pungentes decepções do vazio deixado por estes; pelo contrário, tem uma penetrante suavidade, que encanta a alma.
A piedade, quando profundamente sentida, é amor: o amor é devotamento é o olvido de si mesmo; e esse olvido, essa abnegação pelos infelizes, é a virtude por excelência, aquela mesma que o divino Messias praticou em toda a sua vida, e ensinou na sua doutrina tão santa e sublime. Quando essa doutrina for devolvida à sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, ela tornará a Terra feliz, fazendo reinar na sua face à concórdia, a paz e o amor.
O sentimento mais apropriado a vos fazer progredir, domando vosso egoísmo e vosso orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do próximo, é a piedade, essa piedade que vos comove até as fibras mais íntimas, diante do sofrimento de vossos irmãos, que vos leva a estender-lhes a mão caridosa e vos arranca lágrimas de simpatia. Jamais sufoqueis, portanto, em vossos corações, essa emoção celeste, nem façais como esses endurecidos egoístas que fogem dos aflitos, para que a visão de suas misérias não lhes perturbe por um instante a feliz existência. Temei ficar indiferente, quando puderdes ser úteis! A tranquilidade conseguida ao preço de uma indiferença culposa é a tranquilidade do Mar Morto, que oculta na profundeza de suas águas a lama fétida e a corrupção.
Quanto a piedade está longe, entretanto, de produzir a perturbação e o aborrecimento de que se arreceia o estremecimento natural e profundo, que faz vibrar todo o vosso ser e vos afeta penosamente. Mas compensação é grande, quando conseguis devolver a coragem e a esperança a um irmão infeliz, que se comove ao aperto da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo umedecido de emoção e recolhimento, se volta com doçura para vós, antes de se elevar ao céu, agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um amparo. A piedade é a melancólica, mas celeste precursora da caridade, esta primeira entre as virtudes, de que ela é irmã, e cujos benefícios prepara e enobrece. (Michel; Bordéus; 1862)


Piedade! um degrau na escada evolutiva.

Ser piedoso é ter compaixão com a dificuldade alheia e todos nós de alguma forma ou em algum momento sentiremos em nosso interior esse estremecimento capaz de comover ao mais rude dos homens. Quando isto ocorrer significa que pelo menos por um instante deixamos de lado o egoísmo e o orgulho e conseguimos enxergar ao próximo, se fez despertar em nosso interior a centelha de luz chamada de amor fraternal, flama que deveria incendiar no homem a vontade de socorrer a todos que se encontram em dificuldades doando de si o conforto que cada um necessita. Tornando esses instantes mais duradouros e repetitivos estaremos caminhando em direção a nossa transformação comportamental através da reforma moral tão proferida no meio espirita e colocada como uma necessidade fundamental para a evolução espiritual do homem, mas como saber se estamos no caminho certo para alcançar tal objetivo? Muito simples, analisemos, através do crivo da razão, nos perguntando como reagiríamos frente aos demais, se as atitudes que tomamos no nosso convívio em sociedade, fossem tomadas em relação a nós? Também é possível saber se estamos no caminho apropriado através de nossa consciência; se estivermos em paz com ela, tudo vai bem, mas se ao contrário, recriminarmos alguma coisa, sempre haverá tempo para refazermos nossos passos. Piedade é o amor agindo de forma sublime, um degrau a mais na “escada evolutiva” de onde devemos estar com uma mão estendida ao alto da escada e outra a quem está abaixo, pois se recebemos o auxílio, obrigatoriamente, precisamos auxiliar saindo de nosso mundo para nos colocarmos no lugar do outro e agindo dessa forma estamos praticando a caridade que é o único caminho possível para a salvação.             
Adilson Remedi