sexta-feira, 13 de março de 2026

 DOENÇA DE ALZHEIMER

 

   "Demência" é um termo usado para descrever diferentes distúrbios cerebrais que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a emoção.

  A Doença de Alzheimer é um desses distúrbios, sendo definida como uma desordem neurodegenerativa que provoca a diminuição das funções cognitivas, uma vez que as células cerebrais degeneram e morrem, causando declínio progressivo na função mental.

  Os principais sintomas dessa doença são:

  • Ø dificuldade de memória (especialmente de acontecimentos recentes);
  • Ø perda progressiva da autonomia;
  • Ø discurso vago durante as conversações;
  • Ø demora em atividades rotineiras;
  • Ø esquecimento de pessoas e lugares conhecidos;
  • Ø deterioração de competências sociais e
  • Ø imprevisibilidade emocional.

 

     

VISÃO ESPÍRITA

 

  O Espiritismo nunca se furtará de oferecer à medicina e à psicologia a sua mais valiosa contribuição, que é a de considerar além das causas biológicas, psicológicas e sociais – as causas espirituais na origem das enfermidades humanas. O Espiritismo ensina que saúde é o estado de completo bem-estar biopsicossocial e espiritual e, mais recentemente, que saúde integral tem uma relação intrínseca com a moral (enfermidade moral), ou seja, com as causas atinentes å disciplina dos sentimentos.

Décio landoli Jr., brilhantemente, tece as seguintes considerações:

 [...] o Espírito contém um genótipo espiritual impresso em seu perispírito e determinado pelo seu grau de desenvolvimento, dificuldades e conquistas no campo moral. Isso certamente estaria influenciando o seu corpo físico segundo a lei de causa e efeito. [...] É o perispírito que está agindo como um molde magnético que orienta e organiza o "material genético celular” por meio do seu "material genético espiritual". [...] o código genético é mutável até certo ponto, assim como que cada indivíduo tem o poder de alterá-lo dentro das suas possibilidades naturais, modificando o seu perispírito (genótipo espiritual), segundo sua evolução moral (merecimento ou capacitação). Esse código contém um cardápio de possibilidades que podem ser "escolhidas" pela consciência que sobre ele age por meio do processo de expressividade gênica.

 

A Doença de Alzheimer não poderia ser diferente, pois pode perfeitamente ter origem nos conflitos do Espírito, tanto pregressos quanto atuais. Assim, como para quase todas as demais doenças, é preciso levar o perispírito em consideração, uma vez que a cura do corpo está subordinada à cura desse envoltório espiritual.

 Em Missionários da luz, André Luiz explica que, "Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe pode intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais". Todos trazemos impresso no perispírito os registros das doenças em geral, e estas poderão se manifestar tardiamente no decorrer da vida, como é o caso da “DA”, segundo a lei de ação e reação, que tem no tempo o principal fator desencadeante.

 O adoecimento se dá pelas nossas escolhas de vida: começaria por um desajuste de nossas energias emocionais, devido a isso, órgãos e tecidos seriam impactados desde o início. Na sequência, essa enfermidade consciencial, após atingir o corpo por semanas, meses, anos, permite, finalmente, fazer o diagnóstico da doença. Podemos dizer que, antecedendo as doenças, estão as disfunções e enfermidades nos tecidos conscienciais (emocionais, mentais e espirituais). A disfunção têm origem na consciência enferma que por meio de vivencias desarmoniosas e sentimentos não edificantes, como falta de compaixão, gratidão, perdão, falta de propósito de vida, estresse e depressão, podem ser o gatilho para o início do adoecimento do cérebro no corpo físico. A consciência, apesar de dar causa,  não é afetada uma vez que está localizada no corpo mental do Espírito imortal e transfere ao perispírito tudo aquilo que precisa ser sanado no corpo físico.

Depois dessa breve introdução ao tema das causas espirituais da “DA”, devemos considerar estas como situações que podem perfeitamente iniciar uma cascata de eventos patológicos no corpo físico, como as vivências desarmoniosas da alma, os pensamentos destrutivos, os sentimentos doentios ou desequilibrados, a rigidez de caráter, de atitudes e de decisões, a ausência de preparo para o envelhecimento, o não enfrentamento das feridas da alma, as obsessões, as auto obsessões, entre outras.

 A qualidade de nossos pensamentos e as tendências e suscetibilidades de vidas passadas são determinantes na gênese da Doença de Alzheimer.

 

ALZHEIMER E A MEDICINA

 

  Como a “DA” é uma patologia neurodegenerativa frequentemente associada à idade ou ao envelhecimento humano, é lógico deduzir que ela é uma doença muito rara em pessoas na meia-idade (com exceção dos portadores de Síndrome de Down). Ela vai progressivamente aumentando, de forma significativa, sua frequência à medida que se ultrapassa a 8ª década de vida. Vamos utilizar um exemplo prático para explicar essa doença:

  O cérebro humano sadio seria é como dois quadros negros, um ao lado do outro, em uma parede de uma sala de aula. Em um deles, observa-se uma quantidade de frases e imagens com informações do passado, como família nuclear, escola, relações conjugais, filhos, locais onde morou, enfim, muitas lembranças antigas. No outro quadro se encontram as informações atuais, mais recentes, ou mesmo fatos que aconteceram há minutos ou há poucas horas.

  A DA no cérebro de uma pessoa funcionaria como um apagador que, em uma velocidade variável, vai apagando as palavras, frases e imagens do quadro das lembranças e informações do presente, restando apenas as do quadro do passado.

  Ao longo dos anos de evolução da doença, a pessoa idosa mantém por mais tempo conservadas as memórias mais antigas, guardadas em seu banco de dados. Essa é a razão pela qual os portadores de DA perguntam tantas vezes as mesmas coisas e relembram ou acreditam estarem vivendo em épocas passadas.

 

Algumas das possíveis causas:

  • Ø sedentarismo (ou inatividade física),
  • Ø tabagismo,
  • Ø consumo excessivo de álcool,
  • Ø poluição do ar,
  • Ø traumatismos que causem danos cerebrais,
  • Ø isolamento ou pouco convívio social,
  • Ø baixo nível educacional,
  • Ø obesidade,
  • Ø hipertensão arterial não tratada,
  • Ø diabetes,
  • Ø depressão e
  • Ø declínio auditivo.

 

Formas de prevenção:

  •  as pessoas devem se manter em movimento, procurando formas para que isso se mantenha naturalmente ao longo da vida;
  •  devem encontrar seu propósito de vida e persegui-lo com paixão;
  •  devem desacelerar, trabalhar menos, descansar mais e tirar férias;
  •  devem interromper uma refeição quando estiverem 80% satisfeitas;
  •  devem consumir mais vegetais e ingerir menos carne e produtos processados;
  • devem criar laços afetivos e fortes relações sociais saudáveis;
  • devem alimentar a alma e desenvolver atividades espirituais;  
  • devem amar sua tribo e tornar sua família uma grande prioridade.

 

    Então, amigos, comecemos logo a:

  • ·        ler regularmente, fugindo das leituras "mecânicas";
  • ·        praticar com regularidade jogos mentais;
  • ·        utilizar os recursos da Internet e das redes sociais com moderação;
  • ·        utilizar menos os serviços de GPS e aplicativos em geral que raciocinam por você;
  • ·        considerar a possibilidade de fazer um curso de seu interesse, como, por exemplo, aprender uma língua estrangeira nova.

  Estudos têm mostrado que ser bilíngue exerce um efeito positivo sobre a capacidade cognitiva que que dura até a velhice.

  Acredita-se que pessoas fluentes em dois ou mais idiomas, mesmo que tenham aprendido a segunda língua na idade adulta, podem apresentar menor declínio cognitivo com o passar dos anos.

·        manter seu intelecto ativo pelo maior tempo possível;

·        procurar por grupos de estimulação cognitiva.

  Esses são espaços de interação social, educativo e terapêutico capazes de estimular a criatividade e a saúde cerebral.

·        tocar música, pois essa atividade está associada a uma melhor cognição na vida adulta.

  Tocar um instrumento musical está associado a uma melhor memória de trabalho e função executiva, e cantar em grupo está associado uma melhor função executiva.

  A musicoterapia, é uma forma de terapia não farmacológica que utiliza intervenções musicais clínicas realizadas por um musicoterapeuta qualificado, com a finalidade de estudar a interação som/ser humano. Por intermédio dessa relação terapêutica, busca atender às necessidades físicas, cognitivas emocionais e sociais do paciente, promovendo-lhe melhor qualidade de vida. A musicoterapia pode contribuir não apenas para minimizar os sintomas psicológicos e comportamentais da demência, mas também para estimular a memória para fatos e eventos e as diferentes formas de expressão (verbal e não verbal). A memória musical é a última que se apaga, até em estágios avançados de demência. Por isso, a musicoterapia é uma abordagem não medicamentosa que melhora a qualidade de vida e pode retardar o declínio cognitivo. A música é capaz de acionar várias áreas cerebrais relacionadas às memórias afetivas de pessoas idosas com demência. Qualquer música antiga que reacenda uma dessas memórias, certamente, funcionará como um cântico reconfortante.

 

OBS: Esta compilação é resultado de algumas pesquisas e estudos, em diversos tratados, sobre o assunto.

2 comentários:

  1. Bom dia obrigada por mais uma informação que é muito válido para mim que não entendo muito sobre essa doença mais fiquei muito interessado gratidão 🙏

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  2. Muito obrigada pela mensagem ...apesar de ter algum conhecimento sobre o assunto !

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Obrigado por sua participação!!!