Portas ou Portais!?
"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram!" (Mateus, 7:13 e 14.)
Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” ESE; Cap. XVIII; Item 5
"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram!" (Mateus, 7:13 e 14.)
Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” ESE; Cap. XVIII; Item 5
Na vida nos deparamos, em diferentes momentos, com portas ou portais que
necessitam ser transpostos, mas, inúmeras vezes o medo do desconhecido, a
incerteza do que nos aguarda do outro lado faz com que paralisemo-nos, no tempo
e no espaço, deixando oportunidades valiosas de aprendizagem escapar de nós. Em
verdade o desconhecido não é o problema, o verdadeiro problema consiste em nós
mesmos que apegados às coisas com as quais estamos habituados preferimos
permanecer em nossa zona de conforto aguardando que alguém chegue até nós,
pegando em nossa mão e nos conduzindo ao outro lado, como se fôssemos meninos
que precisam da mão do pai para atravessar a rua em segurança. Estamos aqui em
missão de aprendizado, cada dia que amanhece é desconhecido para nós, embora
tenhamos nossas agendas repletas de compromissos, conhecidos nossos, impossível
é saber se os cumpriremos ou não, uma vez que estamos sujeitos a todo tipo de
interferência em nosso dia a dia.
Transpor portas ou portais é necessário para nossa evolução, pois
permanecer no primeiro degrau da escada não nos levará ao topo dela, e como
dissemos não se justifica o medo do que nos aguarda do outro lado, já que
enfrentar o desconhecido é algo que fazemos a todo instante em nossa vida e
como estamos aprendendo significa que não conhecíamos, somos viajantes do
tempo, estamos nessa viajem a milhares de anos transpondo portas e portais,
enfrentando o desconhecido na certeza de que por algum motivo é necessário esse
enfrentamento. Somos como uma folha de papel onde foi escrito o texto com tinta
invisível que se revela quando friccionado, em nosso subconsciente, esta
escrito, o nosso texto que se revelara através das experiências vividas na
convivência diária com diferentes seres que como nós também transitam em busca
do aprimoramento e nessa caminhada acabamos interferindo uns na vida de outros,
mas é necessário que tomemos cuidado na forma como lidamos com essas
interferências, para não nos comprometermos com causas menos nobres do que as
que nos propusemos realizar.
No caminho da evolução, precisaremos nos desfazer de velhos conceitos e
hábitos, pois carece que revolucionemos nossos pensamentos através de ideias
novas que farão com que nos iluminemos, saindo daquela estagnação que nos
encontramos e impulsionados por essas ideias deixemos de olhar para as portas
que se apresentam em nossa frente e enfrentemo-las, escancarando-as para o
mundo de forma que seja um caminho novo a ser seguido por todos. Em verdade o
caminho que se abre a nós não é novo, está a nossa disposição há muito tempo,
mas como temos preferido permanecer na dependência de alguém que faça por nós o
que somente a nós mesmos cabe fazer, ficamos olhando para a porta, da mesma
forma a ideia não é nova, mas é comprometedora e isso nos assusta, pois nos
coloca responsabilidades que tememos assumir. Falamos dos ensinamentos do
Cristo, o Evangelho de Jesus, que veio iluminar o homem de bem e mostrar-lhe a
porta estreita pela qual somente entrarão os eleitos, apesar dos muitos
escolhidos. Toda a humanidade foi escolhida, mas a eleição é responsabilidade
de ninguém mais do que nós mesmos, porque para sermos eleitos para a travessia
depende da pratica do ideal evangélico em toda a sua plenitude. Purifiquemo-nos
na moral cristã e nos tornemos como o menino, não aquele dependente da mão
amiga, mas aquele de coração puro que estende a mão em auxilio, mesmo daquele
que o maltratou. Façamos da pratica do evangelho os degraus de nossa escada que
em base firme nos erguerá até porta da casa celestial.

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