sábado, 28 de junho de 2014

Portas ou Portais!?



Portas ou Portais!?

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram!" (Mateus, 7:13 e 14.) 

Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” ESE; Cap. XVIII; Item 5


Na vida nos deparamos, em diferentes momentos, com portas ou portais que necessitam ser transpostos, mas, inúmeras vezes o medo do desconhecido, a incerteza do que nos aguarda do outro lado faz com que paralisemo-nos, no tempo e no espaço, deixando oportunidades valiosas de aprendizagem escapar de nós. Em verdade o desconhecido não é o problema, o verdadeiro problema consiste em nós mesmos que apegados às coisas com as quais estamos habituados preferimos permanecer em nossa zona de conforto aguardando que alguém chegue até nós, pegando em nossa mão e nos conduzindo ao outro lado, como se fôssemos meninos que precisam da mão do pai para atravessar a rua em segurança. Estamos aqui em missão de aprendizado, cada dia que amanhece é desconhecido para nós, embora tenhamos nossas agendas repletas de compromissos, conhecidos nossos, impossível é saber se os cumpriremos ou não, uma vez que estamos sujeitos a todo tipo de interferência em nosso dia a dia.

Transpor portas ou portais é necessário para nossa evolução, pois permanecer no primeiro degrau da escada não nos levará ao topo dela, e como dissemos não se justifica o medo do que nos aguarda do outro lado, já que enfrentar o desconhecido é algo que fazemos a todo instante em nossa vida e como estamos aprendendo significa que não conhecíamos, somos viajantes do tempo, estamos nessa viajem a milhares de anos transpondo portas e portais, enfrentando o desconhecido na certeza de que por algum motivo é necessário esse enfrentamento. Somos como uma folha de papel onde foi escrito o texto com tinta invisível que se revela quando friccionado, em nosso subconsciente, esta escrito, o nosso texto que se revelara através das experiências vividas na convivência diária com diferentes seres que como nós também transitam em busca do aprimoramento e nessa caminhada acabamos interferindo uns na vida de outros, mas é necessário que tomemos cuidado na forma como lidamos com essas interferências, para não nos comprometermos com causas menos nobres do que as que nos propusemos realizar.

No caminho da evolução, precisaremos nos desfazer de velhos conceitos e hábitos, pois carece que revolucionemos nossos pensamentos através de ideias novas que farão com que nos iluminemos, saindo daquela estagnação que nos encontramos e impulsionados por essas ideias deixemos de olhar para as portas que se apresentam em nossa frente e enfrentemo-las, escancarando-as para o mundo de forma que seja um caminho novo a ser seguido por todos. Em verdade o caminho que se abre a nós não é novo, está a nossa disposição há muito tempo, mas como temos preferido permanecer na dependência de alguém que faça por nós o que somente a nós mesmos cabe fazer, ficamos olhando para a porta, da mesma forma a ideia não é nova, mas é comprometedora e isso nos assusta, pois nos coloca responsabilidades que tememos assumir. Falamos dos ensinamentos do Cristo, o Evangelho de Jesus, que veio iluminar o homem de bem e mostrar-lhe a porta estreita pela qual somente entrarão os eleitos, apesar dos muitos escolhidos. Toda a humanidade foi escolhida, mas a eleição é responsabilidade de ninguém mais do que nós mesmos, porque para sermos eleitos para a travessia depende da pratica do ideal evangélico em toda a sua plenitude. Purifiquemo-nos na moral cristã e nos tornemos como o menino, não aquele dependente da mão amiga, mas aquele de coração puro que estende a mão em auxilio, mesmo daquele que o maltratou. Façamos da pratica do evangelho os degraus de nossa escada que em base firme nos erguerá até porta da casa celestial. 


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