quinta-feira, 5 de novembro de 2015

DECÁLOGO DA PREGAÇÃO



DECÁLOGO DA PREGAÇÃO



I - Estás a serviço da palavra espírita, seja simples e claro. A linguagem amigável e simples é a expressão de segurança sempre.

II - Exponha com brevidade e precisão. Os conceitos mais elevados dispensam comentários longos e extenuantes.

III - Apresente o assunto de maneira compreensível e lógica. A mensagem espírita é simples e racional.

IV - Solicite a inspiração divina e confie nela; mas, não se esqueça de verificar o assunto e estudá-lo. O imprevisto é quase sempre expressão de negligência com o culto do dever.

V - Confie na técnica de exposição, mas não se esqueça de renovar suas ideias e conceitos através de estudo constante e bem conduzido. Expressões repetitivas são cansativas e perdem o seu significado.

VI - Valorize a linguagem correta, porém não negligencie a retidão moral da vida. O mais nobre ensinamento, emitido por uma pessoa de mau caráter, perde o valor.

VII - Tente chegar até o coração e a mente das pessoas. O Espiritismo é o maior reservatório de bênçãos que o mundo conheceu depois do Cristianismo.

VIII - Respeite o horário. Abusar do tempo alheio é violar os direitos do próximo.

IX - Evite ferir as convicções religiosas dos outros. Seu objetivo deve ser: sempre esclarecedor.

X - Use a tolerância, mantendo sempre a ponderação como conselheira constante. Elas irão assinalar o caminho da humildade, que o fará respeitável pelo que praticares muito mais do que pelo que pregares.


Retirado do livro: “Legado Kardequiano”, de Divaldo P. Franco; pelo espírito Marco Prisco.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

QUE SEJA NATAL TODO DIA!




QUE SEJA NATAL TODO DIA!
 
“Ouço ao longe lindo e suave badalar de sinos
que por mãos angelicais são tocados
fazendo melodia  ao canto harmonioso
de um coral iluminado por uma luz violácea
que lentamente seus raios espalha como cascata cristalina
e a todos os presentes vai envolvendo em perfeito equilíbrio
formando uma aura única que embalada
pelo som e vozes vibra como delicada bailarina.”

Quando as notas vibram no ar, nos mais diversos acordes musicais, os homens são tocados no mais intimo de seu ser. Os ritmos são variados, tanto quanto o são os tipos humanos, mas neles existe uma magia que é capaz de a todos trazer alegria.
Assim também o é com o nascimento. Quando nasce alguém, tudo parece se renovar, por mais humilde que seja a família, a chegada de um novo ser carrega a todos de emoção e alegria renovando as esperanças, novos planos são traçados a partir d’este renascer.
O mesmo acontece, após uma noite em que tudo parece ter perdido o sentido, ao amanhecer o sol traz com ele a energia renovada do recomeço e lá vamos nós outra vez “tocar” nossas vidas, embalada em linda melodia, pois nós somos assim, para cada etapa de nossa vida há uma trilha sonora que a identifica nos renovando a alegria de viver.
Quando ouvimos os acordes natalinos alguma coisa mexe com o nosso ser, o coração aperta no peito, os olhos, janelas da alma, marejam em suave pranto de emoção e por menos tempo que tenhamos dedicado “as coisas espirituais” nessa época impossível não lembrar aquele que veio ao mundo para nos salvar, salvar de nós mesmos, e através do exemplo nos ensinou. Espírito puro se fez homem para nos falar de amor, falar de perdão e dizer que todos somos irmãos. O rei dos reis andou no meio do povo sem qualquer cerimônia, falando a uns, tocando a outros, tratando a todos igualmente sempre distribuindo carinho e atenção, incansável nos mostrou a todo instante a importância de fazer a diferença. Sigamos seu exemplo, neste natal renovemos as esperanças e que por mais complicado que tudo pareça possamos a cada amanhecer fazer a diferença. Escolhamos nossa musica seja o ritmo que for embalemos nossa vida no seu som, mas que sua letra fale de paz e amor e que a todos possamos levar a consolação e irmanados em Cristo vivamos com alegria fazendo que seja natal todo dia.


sábado, 13 de setembro de 2014

Os Falsos Profetas



Os Falsos Profetas



Se ao tempo do profeta Jeremias, Deus alertou os homens, através de comunicação mediúnica, de que os falsos profetas, os enganadores e os ilusionistas proliferavam em meio a eles... “Tende cuidado para que alguém não vos seduza; - porque muitos virão em meu nome, dizendo: "Eu sou o Cristo", e seduzirão a muitos. Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitas pessoas; - e porque abunda a iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. - Mas aquele que perseverar até o fim se salvará. Então, se alguém vos disser: O Cristo está aqui, ou está ali, não acrediteis absolutamente; - porquanto falsos Cristos e falsos profetas se levantarão que farão grandes prodígios e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse possível, os próprios escolhidos. (S. MATEUS, cap. XXIV, vv. 4, 5, 11 a 13, 23, e 24; S. MARCOS, cap. XIII, vv. 5, 6, 21 e 22.)”... e isto, nos parece, apesar de tantos anos passado, uma cousa muito atual. Seria então um reflexo da sociedade humana?; que vive com base no EU sufocando o NÓS e dominada pelo TER subjugando o SER? Os enganadores e os falsários foram e são vistos ao longo da história da humanidade porque o homem tem andado, através dos tempos, na busca do poder a qualquer preço se impondo ao seu semelhante, nem mesmo o advento do Cristo, Jesus, conseguiu sufocar essa ambição desmedida, apesar do exemplo vivo que Ele nos deu da vivência cristã. Ainda, quando esteve junto a nós, ressuscitado, antes de retornar a casa paterna, e orientou-nos: ...“ide propagar a Doutrina entre os homens e funda minha igreja alicerçada na Fé Cristã de amor fraternal e caridade”... esquecemos também suas palavras, ...“onde dois ou mais se reunirem em meu nome ali Eu estarei”..., e assim para que os homens vissem quão grandiosa era a Doutrina Cristã erguemos templos adornados de ouro e tal qual os opositores do Cordeiro, impusemos nossa Fé pela força da espada alicerçando-a em dogmas e ritos, subjugando os fracos a nossa vontade. Esquecemos a Lei de Adoração transmitida a Moisés: “Adorarás o Senhor teu Deus sobre todas as coisas e não farás imagens ou qualquer outra figura para adoração”, mas nosso orgulho, acarinhado pela vaidade, faz com que concordemos com os falsários e enganadores a necessária ostentação para fazer jus à “maravilhosa doutrina salvadora”, sucumbimos, e ornamos nossos templos com imagens douradas e brilhantes.

Conforme o Cristo tanto prometerá, veio até nós o Consolador Prometido, que através do Espírito de Verdade, põem Luz aos ensinamentos transmitidos por Jesus e nos conclama ao labor na seara do Mestre Galileu. Lancemos mãos à enxada e destruamos o inço da inverdade, cultivando a lavoura da CARIDADE caminho certeiro para a colheita do AMOR FRATERNAL.
Somos criação Divina e dentro de nós lume a centelha da Luz que iluminará um dia a humanidade, unindo a todos sob a bandeira da Doutrina Cristã como verdadeiros irmãos, filhos de um único Pai. Sejamos de hoje em diante exemplos de vivência a Luz desta verdade.

 

sábado, 28 de junho de 2014

Portas ou Portais!?



Portas ou Portais!?

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram!" (Mateus, 7:13 e 14.) 

Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos.” ESE; Cap. XVIII; Item 5


Na vida nos deparamos, em diferentes momentos, com portas ou portais que necessitam ser transpostos, mas, inúmeras vezes o medo do desconhecido, a incerteza do que nos aguarda do outro lado faz com que paralisemo-nos, no tempo e no espaço, deixando oportunidades valiosas de aprendizagem escapar de nós. Em verdade o desconhecido não é o problema, o verdadeiro problema consiste em nós mesmos que apegados às coisas com as quais estamos habituados preferimos permanecer em nossa zona de conforto aguardando que alguém chegue até nós, pegando em nossa mão e nos conduzindo ao outro lado, como se fôssemos meninos que precisam da mão do pai para atravessar a rua em segurança. Estamos aqui em missão de aprendizado, cada dia que amanhece é desconhecido para nós, embora tenhamos nossas agendas repletas de compromissos, conhecidos nossos, impossível é saber se os cumpriremos ou não, uma vez que estamos sujeitos a todo tipo de interferência em nosso dia a dia.

Transpor portas ou portais é necessário para nossa evolução, pois permanecer no primeiro degrau da escada não nos levará ao topo dela, e como dissemos não se justifica o medo do que nos aguarda do outro lado, já que enfrentar o desconhecido é algo que fazemos a todo instante em nossa vida e como estamos aprendendo significa que não conhecíamos, somos viajantes do tempo, estamos nessa viajem a milhares de anos transpondo portas e portais, enfrentando o desconhecido na certeza de que por algum motivo é necessário esse enfrentamento. Somos como uma folha de papel onde foi escrito o texto com tinta invisível que se revela quando friccionado, em nosso subconsciente, esta escrito, o nosso texto que se revelara através das experiências vividas na convivência diária com diferentes seres que como nós também transitam em busca do aprimoramento e nessa caminhada acabamos interferindo uns na vida de outros, mas é necessário que tomemos cuidado na forma como lidamos com essas interferências, para não nos comprometermos com causas menos nobres do que as que nos propusemos realizar.

No caminho da evolução, precisaremos nos desfazer de velhos conceitos e hábitos, pois carece que revolucionemos nossos pensamentos através de ideias novas que farão com que nos iluminemos, saindo daquela estagnação que nos encontramos e impulsionados por essas ideias deixemos de olhar para as portas que se apresentam em nossa frente e enfrentemo-las, escancarando-as para o mundo de forma que seja um caminho novo a ser seguido por todos. Em verdade o caminho que se abre a nós não é novo, está a nossa disposição há muito tempo, mas como temos preferido permanecer na dependência de alguém que faça por nós o que somente a nós mesmos cabe fazer, ficamos olhando para a porta, da mesma forma a ideia não é nova, mas é comprometedora e isso nos assusta, pois nos coloca responsabilidades que tememos assumir. Falamos dos ensinamentos do Cristo, o Evangelho de Jesus, que veio iluminar o homem de bem e mostrar-lhe a porta estreita pela qual somente entrarão os eleitos, apesar dos muitos escolhidos. Toda a humanidade foi escolhida, mas a eleição é responsabilidade de ninguém mais do que nós mesmos, porque para sermos eleitos para a travessia depende da pratica do ideal evangélico em toda a sua plenitude. Purifiquemo-nos na moral cristã e nos tornemos como o menino, não aquele dependente da mão amiga, mas aquele de coração puro que estende a mão em auxilio, mesmo daquele que o maltratou. Façamos da pratica do evangelho os degraus de nossa escada que em base firme nos erguerá até porta da casa celestial.